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Que o tempo me tire tudo, menos você. Que o tempo leve todas as lembranças ruins, mas que deixe você. Que o tempo esqueça de fazer florescer, mas que lembre de deixar você. Que o tempo consiga aprimorar e melhorar todos os pensamentos dos hipócritas, mas que deixe você. Que com o tempo, as pessoas aprendam a enxergar a vida e os problemas de forma diferente. Que o tempo esquente o café, mas que não esqueça de deixar você pra tomar junto comigo. Que o tempo separe um tempo pra nós dois. Eu e você. Que o tempo dê um tempo pra você me amar, e que esse tempo seja rápido. Que o tempo, com o tempo, aprenda a não levar você e de vez em quando, trazer. Que o tempo, apesar de bruto, aprenda a curar e não somente ferir. Que o tempo, apesar de tudo, não passe rápido… Porque apesar das dores, é bom estar com você.

(Fuente: aluguefelicidade)

Já me perguntaram algumas vezes: o que eu faço? E eu digo: não faz nada. Não precisa se montar, decorar um texto, falar pausadamente na frente do espelho, ensaiar a cena, viajar em busca da palavra perfeita. A gente tem que ser a gente. Eu tenho que ser eu. Você tem que ser você. Por mais estranho, maluco, curioso e engraçado que isso seja.
Clarissa Corrêa.  

(Fuente: tulipas-amarelas)

(…) Eu precisava de alguém para estar ao meu lado quando ninguém pudesse estar. Alguém que olhasse e realmente me visse. Alguém sem cantos escuros, lugares distantes, alma vazia. Eu precisava de alguém sem pressa pra levantar, alguém que gostasse de sorrir, que brigasse e perdoasse sem precisar fingir. Alguém para andar na chuva, correr descalço… Alguém para dividir as moedas, usar o mesmo casaco. Alguém para esperar, para sentar do outro lado da mesa, para bagunçar a gaveta. Eu precisava de alguém que precisasse de mim, que criasse metáforas com os meus olhos, que dissesse que adora me ver sorrir. Alguém que abaixasse os olhos com qualquer elogio, que me emudecesse com qualquer prece. Eu precisava de alguém que aceitasse minha mão, meu abraço, alguém que precisasse chegar logo onde eu estou, que se incomodasse com a minha demora. Eu precisava de alguém que mesmo sabendo quem eu sou, aprendesse a buscar todo dia um jeito novo de se doar. Alguém que transforma tristeza em beleza, que decora a vida com momentos inesquecíveis. Eu precisava de alguém que vale a pena precisar.
Onde foi parar todo o romantismo dos séculos passados? Cadê os buquês de flores, as declarações em poesias e as serenatas de amor? Quero escrever cartas, ganhar bombons, ver o pôr do sol, passar a noite admirando a lua e contando estrelas. Não existe mais aquela coisa de jogar pedrinhas na janela e fugir de casa com a pessoa amada por uma noite? Não existe mais aquela coisa de pegar o violão e cantar uma música romantica para seu amor na frente de todo mundo? E correr atrás pedindo pra ficar no meio da multidão de um aeroporto? Não tem? Não existe mais? Acabou?

(Fuente: sociedadedospoetasmortos.com)

O cara é a maior barca furada, tem o sorriso mais cafajeste que alguém pode ter. Fala a mesma coisa pra todas as meninas com quem conversa. Tem uma lábia filha da puta, daquelas que a gente até decorou, e pior, sempre cola. Ele é do tipo que estende o tapete da ilusão encima do buraco da realidade, pra gente passar e cair, eu estou vendo ele o fazer, e ainda sim passo por cima, e caio, e me ferro. Ele vai embora sorrindo, mas que merda de canalha é esse? Aliás, que merda de idiota sou eu? A gente se mete em cada uma. E olha, entrei na barca dele, e estou remando enquanto ela afunda, não parei de remar, mesmo sabendo que seria afogamento na certa. Mas por que a gente se esforça tanto por gente idiota, por que a gente se torna uma idiota também por causa deles. Por que a merda do coração não entende. Tá furada, não rema, pula idiota, pula.
Juliana Ribeiro  

(Fuente: porredesaudade)

Hoje fui pro bar. Quem me atendeu foi a consciência. Fui lá me afogar de saudades de você. Quando eu cheguei em casa e não tinha seu casaco jogado em cima do sofá, fui correndo pela esperança de te ver com aquele seu moletom azul deitado na cama. Lembrei de você fazendo brigadeiro na semana passada recitando um poema. Não entendi bulhufas do que você disse, porque eu não sou inteligente como você, por isso você me deixou. Mas saiba amor, a saudade desatina doendo, e muito. E agora, cá estou eu, bebendo nesse meu bar imaginário implorando mais uma dose de você. Bebendo pra esquecer algo que deixamos de ser: nós.

(Fuente: APREGOADOR)

Queria te ligar agora. Queria te pedir desculpas por implicar com coisas tão pequenas, queria te dizer que fui uma boba e que não pensei em nada do que eu disse. Queria te ligar só pra ouvir sua voz, queria te ligar, pra você consolar o meu choro. Queria que você soubesse o quanto me arrependa de ter sido tão ingênua nas palavras, e arrogante nas atitudes. Queria te ligar só pra te dizer o quanto eu te adoro, dizer que a cada briga que temos, é como se uma parte de mim se esvaísse, como se eu desaparecesse aos poucos. Queria te dizer tudo o que ainda não disse, queria te contar que não vivo sem você, e que brigar com você é a pior coisa que pode existir no meu mundo, e que vamos no fim não tem como a gente não se gostar.

(Fuente: flores-efemeras)

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